Jornal da Mania

A rotina de pessoas trans no ponto de vista de especialistas

20/10/2017 – 09h05

Marcus Marinho

Além de enfrentarem problemas na vida social e no mercado de trabalho, os transgêneros – homens que acreditam ter nascido erroneamente com o corpo feminino, ou vice-versa, e que por isso decidem mudar de gênero, muitas vezes convivem com a violência física, e com uma briga interna. O Brasil é o país onde mais se mata homossexuais. Foram 144 só no ano passado, segundo uma pesquisa do grupo Trans Brasil. México ficou em segundo, e Estados Unidos em terceiro lugar. E os conflitos dentro da própria cabeça, acabam confundindo.

“Existe preconceito. E a psicanálise ajuda a pessoa a se aceitar, trabalhando com os sentimentos. O papel da família é fundamental. O papel da psicanálise é ajudar a pessoa a se olhar no espelho, e nunca tratar o assunto como doença”, afirma o psicanalista Rafael Souza de Carvalho.

Ouça a briga na cobertura do Jornal da Mania:

Jornal da Mania – de 2ª a 6ª, das 06h às 07h

Quem decide mudar o próprio corpo precisa ter certeza absoluta. O tratamento é irreversível.
“O tratamento hormonal é pra vida toda, e vai sendo reduzido ao longo dos anos. Quem quiser pode fazer uma cirurgia plástica, para a construção do órgão genital, mas é impossível deixar igual ao de uma pessoa que nasceu homem ou mulher. É apenas para a pessoa não sentir vergonha do próprio corpo”, explica o endocrinologista Isaac Benchimol.

“O prazer sexual também muda. Vai ser nas brincadeiras. Aliás, muito do prazer sexual está no nosso cérebro”, afirma o médico.

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