Jornal da Mania

Campanha visa reduzir índice de suicídios no Brasil

22/09/2017 – 08h00

Marcus Marinho

Este mês está acontecendo a campanha Setembro Amarelo – mês de combate ao suicídio. O primeiro balanço do Ministério da Saúde revelou que no Brasil ocorrem 11 mil casos por ano. Já os dados da Organização Mundial de Saúde são ainda mais alarmantes: 12 mil no Brasil, e 800 mil no mundo – o que dá uma média de um suicídio a cada 40 segundos. Algumas características no comportamento podem ajudar a identificar um suicida em potencial.

“Isso pode ser revelado numa roda de conversas. Quando uma pessoa chega num momento em que está estressada e desanimada, e começa a apresentar um discurso de derrota, de que quer desaparecer, é preciso ficar alerta. Nós devemos dar uma palavra à esta pessoa para encaminhá-la a uma ajuda terapêutica”, explica o psicanalista Rafael Souza de Carvalho.

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O psicanalista lembra que a depressão pode estar associada ao suicídio.

“Muitas vezes, o paciente não quer dar fim à própria vida, e sim a algum problema. Pode ser um pensamento ruim que martela na cabeça, ou até o luto. Na verdade, o que o paciente quer, é superar um problema, e no desespero, acaba com a própria vida”, diz Rafael.

Cada causa de suicídio tem um significado.

“Cada caso é um caso. Mas um tiro na cabeça pode representar o desejo de se livrar de um pensamento ruim. E pular de um prédio pode significar, por exemplo, o desejo de voar para ficar longe do problema. A busca pela liberdade”, revela o psicanalista.

Segundo o ministério da Saúde, entre 2001 e 2016 foram registrados mais de 62 mil suicídios no Brasil – a maioria na região sul. A taxa é maior entre os idosos com mais de 70 anos. Geralmente, eles ficam deprimidos porque têm a rotina alterada quando param de trabalhar. Em todo o mundo, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

O Centro de Valorização da Vida tem atendimento telefônico pelo número 141.

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