Jornal da Mania

Escolas, crianças e policiais ficam na mira da violência no Rio

10/07/2017 – 09h18
Marcus Marinho

Uma pessoa é vítima de bala perdida a cada sete horas no Rio, segundo dados da polícia. De janeiro até agora, mais de 300 escolas tiveram que interromper as aulas em algum momento por conta dos confrontos nas comunidades, e mais de 80 policiais foram mortos. A falta de recursos e a ausência de ações de inteligência estão tirando vidas de inocentes.

“A polícia precisa fazer um planejamento. Não tem como deixar de agir nas comunidades. Mas com inteligência, é possível evitar confrontos em áreas onde há escolas”, afirma o presidente do instituto de criminalística e ciências sociais da América Latina, José Ricardo Bandeira. “Basta fazer um estudo das entradas, e levar o confronto pra lá. Mas sem dinheiro, é impossível trabalhar”, diz ele.

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A crise é um fator que atrapalha muito as ações. Metade da frota da PM está parada por falta de manutenção, e ninguém recebeu o décimo terceiro salário do ano passado. Outro problema é a falta de treinamento adequado.

“O sargento que fica no trânsito, por exemplo, há muito tempo não tem treinamento, e nem sabe se a arma que usa vai funcionar quando ele precisar”, complementa o especialista.

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