Jornal da Mania

Falta de planejamento atrapalha atuação das forças armadas no Rio, diz especialista

14/08/2017 – 07h52

Marcus Marinho

Duas semanas depois do reforço das forças armadas na segurança pública do Rio, os resultados ainda não foram satisfatórios. O número de policiais militares assassinados desde janeiro subiu para 97. Os roubos de cargas continuam altos, e a população ainda é refém dos assaltos. Militares só estão nas ruas durante o horário comercial – o que acaba facilitando a ação dos bandidos depois das 18h.

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“Do ponto de vista de um especialista, o que posso dizer é que não houve planejamento. É preciso ocupar logo as comunidades mais perigosas. O complexo do Alemão, a Rocinha e o Chapadão já deveriam estar ocupados pelas forças armadas, para liberar a polícia para o trabalho nas ruas”, disse o presidente do instituto de criminalística e ciências policiais da América Latina, José Ricardo Bandeira.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, voltou a fazer uma velha promessa:
“Estamos tratando como prioridade a aprovação de uma legislação que agrave a pena de quem for flagrado com fuzis”, declarou.

O secretário de segurança, Roberto Sá, cobrou investimentos.
“Quem está do lado da polícia? Só sabem falar mal da polícia”, afirmou.

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