Jornal da Mania

Médicos reforçam campanha para doação de órgãos

27/09/2017 – 08h13

Marcus Marinho

No dia nacional do transplante, celebrado hoje, a secretaria estadual de saúde do Rio faz um alerta: quem deseja ser doador de órgãos precisa ter uma conversa séria com a família. Com a nova legislação, não adianta deixar a vontade registrada por escrito.

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“Antigamente a gente podia deixar registrado no documento. Hoje, isso não existe mais. E nem adianta ter registro em cartório. Quando uma pessoa morre, só a família tem autonomia para autorizar a doação de órgãos”, explica o coordenador do programa estadual de transplantes, Gabriel Teixeira.

No Rio, o tempo médio de espera na fila do transplante é de até dois anos. Cada estado tem uma fila. As condições são as mesmas para todos: a prioridade é para os casos mais graves, independentemente se o paciente for da rede pública ou particular.

“A maior fila que nós temos hoje é a do rim. Tem mais ou menos 900 pessoas esperando”, explica o coordenador.

Somente doadores vivos podem furar a fila – quando alguém decide doar um rim ou parte do fígado, que pode se regenerar, por exemplo. Neste caso, o doador escolhe quem vai receber o órgão. Mesmo com a crise financeira, os transplantes de córnea subiram quase dez por cento este ano no Rio, batendo o recorde anterior, de 2009. Para conhecer o programa estadual de transplantes, clique aqui.

O telefone para informações é 155.

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