Jornal da Mania

Mudança de comportamento pode indicar bullying na escola

23/10/2017 – 08h33

Marcus Marinho

O ataque à uma escola particular de Goiânia reascendeu a discussão sobre bullying. Um garoto de 14 anos matou à tiros dois colegas, dentro de uma classe do oitavo ano, e deixou outros quatro feridos. Segundo a polícia, ele era motivo de chacotas pelos outros alunos, e isso o deixou revoltado.

“Antigamente, a gente tinha implicância e gozações nas brincadeiras, e isso não acabava em tiro e morte porque as brincadeiras eram mais saudáveis. A gente aprendia a resolver as situações na convivência com os outros. Hoje, as crianças estão muito isoladas, brincando nos games do celular, e nessa pouca relação com os outros, surge a baixa resistência à frustração. Aí, surgem as rivalidades que resultaram nessa tragédia”, explica a psicóloga e pedagoga especializada em terapia cognitivo-comportamental Isabela Eschi.

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“É preciso prestar atenção em mudanças de comportamento nas crianças. Quando a criança chora muito, não quer sair de casa, fica agressiva, ou não quer ir ao colégio, é preciso conversar e procurar um profissional”, complementa a psicóloga.

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