Jornal da Mania

Polícia prepara esquema de segurança para depoimento de Lula

Ex-presidente sugeriu a prisão de pessoas que, segundo ele, estão propagando a mentira.

08/05/2017 – 09h47

Marcus Marinho

Um grande esquema de segurança foi montado para o depoimento do ex-presidente Lula, que está marcado para quarta-feira, no prédio da Justiça Federal em Curitiba, às 14h. A rua onde fica o edifício terá um cordão de isolamento para evitar confrontos. A PM ficará do lado de fora, e a Polícia Federal no interior do prédio. No dia do depoimento, não haverá expediente nos demais setores da Justiça Federal curitibana. Nesse processo, Lula é réu, acusado de receber propina da empreiteira OAS e também um tríplex no Guarujá e um sítio em Atibaia em troca de licitações fraudulentas. Ele nega.

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“Nosso objetivo é garantir a livre manifestação. Estamos conversando com todas as polícias envolvidas no esquema”, disse o secretário de segurança de Curitiba, Wagner Mesquita.

O Juiz Sérgio Moro pediu que os apoiadores da Lava-Jato não compareçam ao depoimento.
“Eu tenho ouvido que muita gente pretende vir à Curitiba para prestar apoio. O apoio à Lava-Jato é importante, mas nesta data, não é necessário. Tudo que se quer é evitar que alguém se machuque. Minha sugestão é: não venha. Deixe a Justiça fazer o seu trabalho.

Apesar de não haver mandado judicial, o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, disse que pretende evitar uma possível prisão do ex-presidente Lula:
“Isso não pode acontecer. A ordem é não deixar prender”, declarou.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin, reclamou do juiz Sérgio Moro:
“Qualquer manifestação deve ser pacífica. Em uma democracia, juízes não são personalidades e não transmitem vídeos para os seus apoiadores.

No sábado passado, Lula, que pretende ser candidato à presidência em 2018, sugeriu a prisão de pessoas que, segundo ele, propagam a mentira:
“Se eles não me prenderem logo, quem sabe, um dia, eu mando prendê-los por mentiras que estão falando neste país”.

Ouça a polêmica declaração de Lula:

Em nota, o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, lamentou a declaração de Lula, e disse que isso não vai deter qualquer agente de estado ou a Justiça. Robalinho afirmou ainda que esta não é uma declaração digna de quem foi, por oito anos, o supremo mandatário do país.

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